domingo, 2 de dezembro de 2012

Quando Penso em Você.

"Cavalgando solitário pelas trevas da Espanha,
 Cercado de todos os medos das sombras,
 Não me sinto tão só assim
 Quando penso em você.

 Sentando em volta da fogueira,
 Cantando canções solitárias
 E conversando com a Lua e as estrelas,
 Tentando não esquecer.

 Sofro em silêncio, pelas cidades que passo.
 Minha espada já pesando,
 E meu coração ardendo
Quando penso em você.

 Agora encontro minha hora
 Sem minha despedida ansiada
 No colo de minha amda.
 Vejo o desejo de morrer
Quando penso em você."

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Balada de Aür.

"Corra, enquanto aguentar.
 Morra, antes de respirar.
 Faça o que quiser,só não abandone seu aliado.
 Nem chore pelo sangue derramado.

Não temas como um covarde,
Ore pelo fogo que arde.
Brada aos ingleses o teu aviso,
E terás seu lugar no paraíso.

Crave tuas lâminas ensanguentadas,
E ouças as peles rasgadas.
Não controle seus impulsos mais vis,
Mate até os civis.

Mesmo olhando por onde anda,
Fez o que o coração de matador manda,
Despedaçou tua mulher, decepou a própria filha,
Matou tua família..."





sábado, 17 de novembro de 2012

Tão seus.

Perfeito. Ser humano é ser indevido de usar esse termo. Então como hei de descrevê-la ?
Meu caminho chega ao fim e ainda não sei de onde iniciei minha extensa jornada em busca de um coração.
Um simples coração com dúvidas de um reino inteiro.

Longe de casa, cavalgando pelo amanhecer e suando...O que não faz o medo?
Medo de perder? Não,medo de não compreender o nome da paixão.
Enquanto estou distante em meu mundo, avisto a morte cavalgar ao meu lado,me olhando ríspida,
E aguardando por um momento oportuno para finalizar meu fardo.

Pela estrada avistei um ancião,que me disse que o retrato só é bem visto longe do papel.
Tomado pela ignorância,segui ao destino. Cavalguei até o corpo começar a ceder o braço à morte.

Irrompendo cidade adentro, meu coração saltou estupefato ,mas não de amor.De dor aguda e final.
Já sentindo o abraço do destino, me veio a visão de minha amada,finalmente em minha frente,mas chorando Por minha morte. Minha vista já escurecia quando ela chegou sua voz suave perto de meu ouvido e sussurrou :
-"Não temas o fim, pois meus amores sempre foram... - exitou.-... Tão seus.
Agora que enxerguei o papel, pude ir em paz,na chuva de lágrimas e tormenta.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pedido à Artêmis.

"Eu,vou passando o tempo,contando os dias
 Para ver minha flor.
 Te suplico Deusa, que minha vida não caia antes
 Que eu tenha minha preciosidade de volta.
 Sim,foi tomada pelo capricho do Destino
 E vive pelo perfume que me atrai :
 Não de Jasmim,nem de qualquer baobá,
 Mas sim de esperança rastejante.

 Como espera que eu viva assim ?
 Nem tenho o mesmo prazer de correr pelos campos abertos
 Sem a sua companhia.
 Nem as chuvas do encantado novembro não são as mesmas
 Sem seus cochichos.
 Que se cesse todo a paixão ao meu redor até que eu encontre
 O que é meu de direito.

 Brinque com as estrelas e olhe ao redor :
 A vida é a mesma
 Sem você."

domingo, 7 de outubro de 2012

Solitude.

  O garoto Gracco se aproximava da janela a passos empertigados.
  Só tinha seus 15 anos de vida e ainda assim sofria com o Demônio do amor. estava amando a lua.
  Olhou sua amada e não se conteve :
-" Enquanto o maldito do sol queima em falsa beleza, minha amada é tão silenciosa e sutil quanto se pode imaginar. "
 E se declarava cegamente à sua donzela tão distante.
 Uma noite realmente entendeu a dimensão do que sentia, por quem sentia...
 -"O que queres que diga ? Se não podes me dar um prazer de uma valsa por estar tão longe. Como queres que eu acredite na tua existência se não te toco? Queria sentir teu amor uma vez só que fosse mínima.
   Ficou noites seguidas sem cortejar sua querida lua.
   E quanto mais ele pensava, mais sua cabeça mergulhava no mar incerteza.
   Até o fatídico dia.
  -"Deveras não me responde ! És tão orgulhosa quanto o sol ! O ciume me engole como um lobo engole sua caça. Sendo por esse motivo, que me despreze ao som do infinito e que tenha por testemunhas as tuas irmãs,estrelas, que este crime lhe atormente a consciência.
   E se atirou da sacada de sua mansão... Com o sangue refletindo o luar.

 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ensaio sobre ódio.

"  Há milhares de anos se pesquisa um meio de não sentir raiva. É natural que os sentimentos te atrapalhem em sua caminha rumo ao infinito. Principalmente os amores. Tomam teu tempo e te fazem crescer mais ódio. Poucos estão salvos disso,mas o que padecem ao amor... Esses desenvolvem a psicose venenosa e mortal que só é destilada quando se tem objetivo. Mas quando se está perdendo para a paixão,tudo é seu objetivo.
   Pessoas que desprezam e chutam teu verdadeiro amor e sentimento de compaixão não são monstros. São as pessoas normais de teu cotidiano. Olham para sua direção e falseteiam um sorriso tão internamente pútrido quando são vistos da maneira correta. Pessoas que já sentiram teu amor e escarram na sua direção sob a prerrogativa fraca de estarem vivos. Odiai a todos.
  Ainda têm os que se creem fortes. Ninguém é fortes e estamos sozinhos na vastidão do universo negro e sombrio proposto por Dickens. Que me condenem pela moral todos os que acham isto errado, e que se curvem a mim todos os que se identificam. Você é seu verdadeiro Deus.
  Que fique gravado nas mentes dos inimigos da coroa, que eles só compreenderão perante a morte."


Ao som dos trovões tropicais.

"A inspiração vem de teus lábios. As canções saem do ardor do teu amor. nem todas as Rainhas da Gália poderiam dispor de beleza igual a tua. És meu porto seguro ,meu amor. Cada minuto sonhando é um minuto longe de você... Nosso amor seria eterno...Mas porque tratou de corre tão depressa ? Eu te queria só pra mim, mas tratou de correr. Não entendes a beleza de morrer? Agora eu choro. Choro por teu sangue que ainda corre. Que ser animado pode ser idealizado assim ? Que danem-se as obsessões, só queria ver teu corpo frio e gelado no chão, e que eu morresse em seguida. Mas o destino é cruel para quem ama e piedoso, por me manda esta chuva que me servia de consolo. Este é meu último suspiro,adeus. Um dia você também morre correto ?..."