"Se julgar sábio ou entortar qualquer percepção que toca seus dedos em pura informação racionalizada ou que caiba na memória não pode ser, mas de forma alguma, atrevida a ser tratada como compreensão de mundo ou ambiente.
Se vê que a vida é o prazer mais valioso, e que o ser que a abriga em seu corpo racionaliza de forma ignóbil; esse ser que sorri pelas pontas com gotas suaves de perversidade e aquela pitada agridoce de cinismo ao fazer a vida aprisionada no corpo do ser que está ao seu lado beber das mais variadas dores do mundo.
Mundo nosso que todos os dias se levante com o sol nascente e é açoitado pela escuridão e ingratidão, e principalmente as críticas; críticas egoístas e despejadas aos montes exatamente como esta presente.
Críticas são perspectivas criadas por todos em direção a nada, vês que a natureza é a opressão racional da vida que se manifesta inata e efêmera, nunca natural por excelência, mas paciente e didática para a ignorância.
A natureza chama a todos. O chamado é quebrado por Adão. As reações "naturais" inatas são respostas para a cegueira causada. Por esse parto sem fim nasce o feto confuso que chamam de ódio. O ódio cresce saudável, e as diferenças entre o não muito semelhante o alimentam como a luz do sol. Se o sol causa esse problemas o bloquearemos ? Sim, e morramos todos nas trevas infinitas que se comunicará com nossas trevas infinitas interiores.
Se essa perspectiva não pode ser mais combatida, então salva tua própria pele.
E permita que o mundo possa morrer em paz."
sábado, 27 de setembro de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Estão entre nós.
"Trazê-los à tona não é um erro, eles sempre estiveram entre nós e sorrateiramente ganham forças, até que se revelem e dominem o mundo inteiro.
Estamos sozinhos.
Sozinho é uma palavra que o trio de amigos Erik, Isabelle e Samuel não conhecia. Passavam quase todo o tempo juntos, exceto quando Isabelle e Samuel ficavam sozinhos para namorar. Incrível como o namoro não atrapalhava a amizade dos três; pois o casal viva grudado em Erik, como se fosse um líder.Fazia bem esse papel; era um charlatão, fala-mansa e metido a sabe-tudo, mas um rapaz divertido e de fato inteligente. Era o mais alto dos três, o que não era muita coisa, pois Samuel e Isabelle tinham o mesmo tamanho. Assustador, parece que nasceram um para o outro.
Uma noite nas luzes da cidade. Feromônios no ar fazem a libido dos jovem entrar em erupção.O trio conheceu Elva, uma garota misteriosa, mas que adorava se divertir pelos sons ascos e bebidas alcoólicas que a cidade oferecia em culto á virilidade.A virilidade começava a sussurrar nos ouvidos dos quatro jovens. Decidiram ir para um lugar mais isolado da cidade,para desfrutar do silêncio do isolamento e também desfrutar da presença atrativa e gostosa que um gerava ao outro.
Chegaram à grande casa abandonada que ficava a uns 350 metros afastados de um canto da estrada principal da cidade. Havia uma antena nova na casa.
Era uma casa de madeira trabalhada, muito bela e simples por dentro. Não haviam aparelhos eletrônicos, as luzes eram de velas e lamparinas, que iluminavam muito bem o local. O pessoal estava arrumando a sala e o tapete, enquanto Erik viu um quadro de uma jovem ruiva, com agasalhos antigos. Na parte baixa do quadro dizia : Para Violet.
Uma mão no ombro de Erik.
Samuel estava o chamando, o tabuleiro de Ouija estava pronto.
Conversar com espíritos era um passatempo daqueles amigos curiosos, e Elva concordou sem hesitação.
Começaram.
Sinceramente, nunca acontecia nada. Depois da sessão, ficaram contando historias de terror sobre espíritos, mortos-vivos e qualquer coisa que tire sono.
Chiados. Só Erik os ouviu.
Quando olhou para ver a reação dos demais percebeu os olhos de Elva procurando os seus
Fecharam a porta e começaram a se beijar.
Chiados.
O copo do Ouija caiu da mesa. Isabelle e Samuel estavam no outro quarto. Silêncio na casa.
Chiados de televisão.
Erik gritava pelos amigos para checar se estavam bem. Silêncio.
Chiados.Barulhos perturbadores.Sons de língua estalando...Como se fosse uma conversa.
Elva ?
Erik estava sozinho.
Saiu devagar do quarto.Não saiu todo,à meia porta viu o que parecia carne humana revirada e moída, junto com litros de sangue pelo tapete.
Pasos rápidos.
Gritos de Elva.
Erik ficou cerca de dez minutos dentro quarto, quando decidiu sair para verificar os incessantes gritos de Elva.
A sala banhada em sangue e um forte chiado. As peles dos rostos de seus amigos no chão causaram náuseas.
Sombras vistas pelo vão entre a porta do outro quarto e o chão.Os gritos eram fortes lá.
Erik respirou.
Contou.
Abriu a porta devagar.
Dois seres pequenos ( Da altura de Isabelle e Samuel ) com olhos negros e grandes, com as bocas cilíndricas e esticadas, pele cinza e enrugada, dedos finos, assim como seus braços e pernas e cabeça oval. Esses dois seres tinham Elva presa em uma espécie de mesa cirúrgica, com a barriga aberta. Os seres reviravam os órgãos de Elva como se buscassem examiná-los e ignoravam os gritos de dor.
Elva, pálida, olhou para Erik e disse :
Fuja.
Sangue escorreu de sua boca.
As duas criaturas viraram lentamente as cabeças para Erik, e não paravam de encará-lo e fazer os sons estalidos de língua."
Eles estão entre nós.
Estamos sozinhos.
Estamos sozinhos.
Sozinho é uma palavra que o trio de amigos Erik, Isabelle e Samuel não conhecia. Passavam quase todo o tempo juntos, exceto quando Isabelle e Samuel ficavam sozinhos para namorar. Incrível como o namoro não atrapalhava a amizade dos três; pois o casal viva grudado em Erik, como se fosse um líder.Fazia bem esse papel; era um charlatão, fala-mansa e metido a sabe-tudo, mas um rapaz divertido e de fato inteligente. Era o mais alto dos três, o que não era muita coisa, pois Samuel e Isabelle tinham o mesmo tamanho. Assustador, parece que nasceram um para o outro.
Uma noite nas luzes da cidade. Feromônios no ar fazem a libido dos jovem entrar em erupção.O trio conheceu Elva, uma garota misteriosa, mas que adorava se divertir pelos sons ascos e bebidas alcoólicas que a cidade oferecia em culto á virilidade.A virilidade começava a sussurrar nos ouvidos dos quatro jovens. Decidiram ir para um lugar mais isolado da cidade,para desfrutar do silêncio do isolamento e também desfrutar da presença atrativa e gostosa que um gerava ao outro.
Chegaram à grande casa abandonada que ficava a uns 350 metros afastados de um canto da estrada principal da cidade. Havia uma antena nova na casa.
Era uma casa de madeira trabalhada, muito bela e simples por dentro. Não haviam aparelhos eletrônicos, as luzes eram de velas e lamparinas, que iluminavam muito bem o local. O pessoal estava arrumando a sala e o tapete, enquanto Erik viu um quadro de uma jovem ruiva, com agasalhos antigos. Na parte baixa do quadro dizia : Para Violet.
Uma mão no ombro de Erik.
Samuel estava o chamando, o tabuleiro de Ouija estava pronto.
Conversar com espíritos era um passatempo daqueles amigos curiosos, e Elva concordou sem hesitação.
Começaram.
Sinceramente, nunca acontecia nada. Depois da sessão, ficaram contando historias de terror sobre espíritos, mortos-vivos e qualquer coisa que tire sono.
Chiados. Só Erik os ouviu.
Quando olhou para ver a reação dos demais percebeu os olhos de Elva procurando os seus
Fecharam a porta e começaram a se beijar.
Chiados.
O copo do Ouija caiu da mesa. Isabelle e Samuel estavam no outro quarto. Silêncio na casa.
Chiados de televisão.
Erik gritava pelos amigos para checar se estavam bem. Silêncio.
Chiados.Barulhos perturbadores.Sons de língua estalando...Como se fosse uma conversa.
Elva ?
Erik estava sozinho.
Saiu devagar do quarto.Não saiu todo,à meia porta viu o que parecia carne humana revirada e moída, junto com litros de sangue pelo tapete.
Pasos rápidos.
Gritos de Elva.
Erik ficou cerca de dez minutos dentro quarto, quando decidiu sair para verificar os incessantes gritos de Elva.
A sala banhada em sangue e um forte chiado. As peles dos rostos de seus amigos no chão causaram náuseas.
Sombras vistas pelo vão entre a porta do outro quarto e o chão.Os gritos eram fortes lá.
Erik respirou.
Contou.
Abriu a porta devagar.
Dois seres pequenos ( Da altura de Isabelle e Samuel ) com olhos negros e grandes, com as bocas cilíndricas e esticadas, pele cinza e enrugada, dedos finos, assim como seus braços e pernas e cabeça oval. Esses dois seres tinham Elva presa em uma espécie de mesa cirúrgica, com a barriga aberta. Os seres reviravam os órgãos de Elva como se buscassem examiná-los e ignoravam os gritos de dor.
Elva, pálida, olhou para Erik e disse :
Fuja.
Sangue escorreu de sua boca.
As duas criaturas viraram lentamente as cabeças para Erik, e não paravam de encará-lo e fazer os sons estalidos de língua."
Eles estão entre nós.
Estamos sozinhos.
domingo, 6 de julho de 2014
A guerra.
"A guerra.
Quem pode entender a guerra ? Na falta desse alguém, resta obedece-la.
Valentes são os corações teimosos que insistem em continuar se amando,contra todas as chances e motivos. Dois desses corações palpitam dentro de um cordeiro e outro dentro de um dragão.
Em uma terra distante moravam esses cordeiro e dragão.Viviam juntos, como se a natureza concedesse a um suplicante pedido de um bardo desesperado por um tema de canção. E que canção daria se visse como o estranho casal se cuidava mutuamente; mais o dragão do que o cordeiro, do que o cordeiro que o dragão.Isso não mudava os valores. o dragão via o cordeiro como sua joia preciosa, e renegou ao tesouro dos homens para ter um único amuleto a qual cuidar.
A noite de um dia qualquer cai e os dois se poem a dormir na caverna.O cordeiro se aquecia encolhido junto ao ventre quente do dragão. Nenhum dos dois dormiu logo, a lua cantava silenciosos motes de amor e aventuras passadas, entretendo os até que o cordeiro caísse sob o aconchego da noite. O dragão deitou e fechou os olhos.
Os berros irromperam noite, misturando-se com o barulho estridente de aço gritante e cintilante.O dragão caminha preguiçosamente até a entrada da gruta e testemunha mais uma vez o esporte preferido do humano : O assassinato, com direito a muito sangue, que faz o deleite da morte aumentar o brilho em seus olhos quando o aço ainda frio esquenta dentro da carne viva de um de seus irmãos.
Nada que perturbe a paz de uma criatura que já testemunhara centenas de outras guerras, e matara dezenas desses seres frágeis.
Todos os outros seres eram mais frágeis que o grande dragão. Exceto um certo cordeiro, que dormia tranquilamente, ignorando a loucura do lado de fora.O dragão respeitava a ferocidade do cordeiro. A ferocidade da coragem que o habitava, para uni-los.
A noite chama pela manhã e anuncia seu fim, junto com a batalha, que manchara as belas planícies com sangue e ferro.
Nada que incomodasse a majestosa fera.
Quase nada aliás.
O cordeiro fraquejava seu caminhar, e seu pêlo tinha sangue e uma substância preta, como um desenho furioso em um tela.
Ele ia morrer intoxicado com a presença do dragão, e a majestosa fera entendeu isso.
Um pequeno remorso começou a apagar o fogo de dentro pra fora, até que se lembrou.
Se lembrou dos ovos no topo da montanha em que estavam vivendo.Ovos no qual seu conteúdo pastoso era um remédio para qualquer enfermidade.
Certificou-se que o cordeiro estava com comendo bem, e voou rumo ao topo da montanha.
Lá encontrou acampamentos de guerra, e pessoas em volta de seus ovos.
Não houve medo,receio, ou rancor; queimou os soldados e as tendas que lá estavam com seu fogo que carregava no peito.O mesmo fogo que aquecia o cordeiro de noite. Olhou e ouviu a morte se apossando do lugar e deleitou-se com seu poder sobre a vida. Sentiu a delícia da guerra.
Após o massacre, pegou os ovos e desceu em direção à caverna.
Avistou alguns humanos teimosos que acamparam em sua caverna.Sentiu repugno ao ver as tais criaturas comendo em volta da fogueira.
O repugno se misturou com o crescente ódio ao ver ossos e uma lã tingida de preto e vermelho ao lado da fogueira. As bocas humanas sujas de carne qualificaram o maior crime já visto pelo dragão.Os olhos de desespero foram a última reação de vida dentro daquela caverna.
O dragão sentiu-se como se houvesse gasto o sopro quente de sua vida. Olhou para a batalha que recomeçara. Desejou matar todos aqueles vermes dentro das armaduras.
Mas só deitou-se e dormiu para sempre.
Quem pode entender a guerra ?
Quem pode entender a guerra ? Na falta desse alguém, resta obedece-la.
Valentes são os corações teimosos que insistem em continuar se amando,contra todas as chances e motivos. Dois desses corações palpitam dentro de um cordeiro e outro dentro de um dragão.
Em uma terra distante moravam esses cordeiro e dragão.Viviam juntos, como se a natureza concedesse a um suplicante pedido de um bardo desesperado por um tema de canção. E que canção daria se visse como o estranho casal se cuidava mutuamente; mais o dragão do que o cordeiro, do que o cordeiro que o dragão.Isso não mudava os valores. o dragão via o cordeiro como sua joia preciosa, e renegou ao tesouro dos homens para ter um único amuleto a qual cuidar.
A noite de um dia qualquer cai e os dois se poem a dormir na caverna.O cordeiro se aquecia encolhido junto ao ventre quente do dragão. Nenhum dos dois dormiu logo, a lua cantava silenciosos motes de amor e aventuras passadas, entretendo os até que o cordeiro caísse sob o aconchego da noite. O dragão deitou e fechou os olhos.
Os berros irromperam noite, misturando-se com o barulho estridente de aço gritante e cintilante.O dragão caminha preguiçosamente até a entrada da gruta e testemunha mais uma vez o esporte preferido do humano : O assassinato, com direito a muito sangue, que faz o deleite da morte aumentar o brilho em seus olhos quando o aço ainda frio esquenta dentro da carne viva de um de seus irmãos.
Nada que perturbe a paz de uma criatura que já testemunhara centenas de outras guerras, e matara dezenas desses seres frágeis.
Todos os outros seres eram mais frágeis que o grande dragão. Exceto um certo cordeiro, que dormia tranquilamente, ignorando a loucura do lado de fora.O dragão respeitava a ferocidade do cordeiro. A ferocidade da coragem que o habitava, para uni-los.
A noite chama pela manhã e anuncia seu fim, junto com a batalha, que manchara as belas planícies com sangue e ferro.
Nada que incomodasse a majestosa fera.
Quase nada aliás.
O cordeiro fraquejava seu caminhar, e seu pêlo tinha sangue e uma substância preta, como um desenho furioso em um tela.
Ele ia morrer intoxicado com a presença do dragão, e a majestosa fera entendeu isso.
Um pequeno remorso começou a apagar o fogo de dentro pra fora, até que se lembrou.
Se lembrou dos ovos no topo da montanha em que estavam vivendo.Ovos no qual seu conteúdo pastoso era um remédio para qualquer enfermidade.
Certificou-se que o cordeiro estava com comendo bem, e voou rumo ao topo da montanha.
Lá encontrou acampamentos de guerra, e pessoas em volta de seus ovos.
Não houve medo,receio, ou rancor; queimou os soldados e as tendas que lá estavam com seu fogo que carregava no peito.O mesmo fogo que aquecia o cordeiro de noite. Olhou e ouviu a morte se apossando do lugar e deleitou-se com seu poder sobre a vida. Sentiu a delícia da guerra.
Após o massacre, pegou os ovos e desceu em direção à caverna.
Avistou alguns humanos teimosos que acamparam em sua caverna.Sentiu repugno ao ver as tais criaturas comendo em volta da fogueira.
O repugno se misturou com o crescente ódio ao ver ossos e uma lã tingida de preto e vermelho ao lado da fogueira. As bocas humanas sujas de carne qualificaram o maior crime já visto pelo dragão.Os olhos de desespero foram a última reação de vida dentro daquela caverna.
O dragão sentiu-se como se houvesse gasto o sopro quente de sua vida. Olhou para a batalha que recomeçara. Desejou matar todos aqueles vermes dentro das armaduras.
Mas só deitou-se e dormiu para sempre.
Quem pode entender a guerra ?
sábado, 29 de março de 2014
Tempo é relativo.
"Se estiver lendo isso de um passado distante, fuja do futuro.
Uma gota de óleo consegue contaminar centenas de litros de água, mas nós fizemos melhor que isso, despejamos o tonel inteiro.
Um inseto parasita, chamado ganância se hospedou na coluna da humanidade.
E a natureza se mostra implacável ao homem que tenta dominá-la.
Se estiver lendo isso de uma passado distante, seja cuidadoso.
Tornamos o mundo inabitável e violento.A culpa é toda minha, minha porque nada faço.
Queria poder dizer mais, mas existe um muro que se dobra á minha volta e me sufoca.
São só mudanças naturais no curso do fim da vida.
Se estiver lendo isso de uma passado distante,não tenha medo.
Se projete à frente dos tigres, grite e lute com todo o calor que puder tirar do seu sangue.
Depois se arrume asseadamente e vá trabalhar,
Porque você também precisa comer.
Se estiver lendo isso de uma passado distante, pare agora.
Aproveite as pessoas que ainda sorriem,a comida que é boa,a bebida abundante.
Pare de contar seu dinheiro
E vá contar estrelas."
Uma gota de óleo consegue contaminar centenas de litros de água, mas nós fizemos melhor que isso, despejamos o tonel inteiro.
Um inseto parasita, chamado ganância se hospedou na coluna da humanidade.
E a natureza se mostra implacável ao homem que tenta dominá-la.
Se estiver lendo isso de uma passado distante, seja cuidadoso.
Tornamos o mundo inabitável e violento.A culpa é toda minha, minha porque nada faço.
Queria poder dizer mais, mas existe um muro que se dobra á minha volta e me sufoca.
São só mudanças naturais no curso do fim da vida.
Se estiver lendo isso de uma passado distante,não tenha medo.
Se projete à frente dos tigres, grite e lute com todo o calor que puder tirar do seu sangue.
Depois se arrume asseadamente e vá trabalhar,
Porque você também precisa comer.
Se estiver lendo isso de uma passado distante, pare agora.
Aproveite as pessoas que ainda sorriem,a comida que é boa,a bebida abundante.
Pare de contar seu dinheiro
E vá contar estrelas."
domingo, 23 de março de 2014
Neologia.
"A guerra, a fome,a dor,o desespero,o choro,o sangue,o dinheiro,os risos,os grunhidos,os pecados,o ouro,a violência,a praga,as armas,as bandeiras,o sol,a corrupção,os protestos,o torneio,a comida,os livros,o fogo,o exagero,a verdade,a mentira,os santos,os heróis,as espadas,o apocalipse...
...E o deserto. Areia,sangue;destroços de máquinas,cidades e pessoas. A sensação revigorante de estar vivo é engolido pela incerteza fugaz do agora. Então eu caminho, rumo ao nada.
Várias dunas de areia qualificam a paisagem maçante desse imenso lugar nenhum e o sol é o único companheiro,na condição de estar sempre calado.
O calor causa insolações e reflexões acerca da vaga memória que vai se iluminando com a caminhada, trazendo cada rosto e lembrança que passa diante aos olhos provoca sensação de gotas de chuva, e faz com que minha mente se isole do deserto à minha volta.Tudo passa muito rápido.
A jornada não leva a lugar algum,e meu corpo interpreta essa busca infrutífera com desânimo, dando sinais de clara desistência.Encontro um escombro do que já foi um prédio e me refugio em sua sombra.
Fome,nostalgia e mais um pouco de esperança que ficando podre junto com os resto da antiga civilização,e podre também fica o coração.É triste sentir quando nele há apenas sangue.
A noite no deserto é gélida,então caminho para não o calor me manter de pé. A lua e as estrelas me surpreendem, pois nunca as vi em meio a tantas explosões, além do medo de não olhar somente para frente.
O sol retorna para marcar minhas vagações e iniciar outro dia.
"A artilharia defensiva estava posicionada e pronta para derrubar qualquer coisa viva ali perto,mas ainda sim os soldados tremiam de tanto medo, e em seus olhos estavam divididos entre o horror e o dever para com a carnificina sem sentido, que vinha marchando do horizonte..."
Encontrei próximo às ruínas de um veículo alguma coisa que pudesse ser comestível, e adiei meu sofrimento fatal, não importando por quanto tempo,pois este já havia sido consumido junto com a guerra...
...Ou talvez tenha me engando, pois o tempo me rastreara nesse inóspito mar de areia e infectava meu ego com a necessidade.
Quanto mais a mente aprendia com o vazio, mais o corpo padecia com a insistente fome e as trocas bruscas de temperatura.
Em um ponto adiante fui alcançado por uma tempestade de neve, por acaso podendo encontrar um sobretudo em um corpo ex-humano que estava estirado ao chão.
Os ventos fortes e o medo do que estava á frente me empurravam de volta à parte quente, mas não havia volta ao tempo gasto atrás.
Chegada em uma montanha coberta de neve, e à frente estava uma magnifica aurora boreal que fazia mais que dançar sobre minha cabeça, ela se comunicava em silêncio com minha mente e começara a remover toda a angústia,medo,dor,fome,ansiedade que eu havia passado no caminho atrás, e como em um pedido terno, removeu minha vida junto."
...E o deserto. Areia,sangue;destroços de máquinas,cidades e pessoas. A sensação revigorante de estar vivo é engolido pela incerteza fugaz do agora. Então eu caminho, rumo ao nada.
Várias dunas de areia qualificam a paisagem maçante desse imenso lugar nenhum e o sol é o único companheiro,na condição de estar sempre calado.
O calor causa insolações e reflexões acerca da vaga memória que vai se iluminando com a caminhada, trazendo cada rosto e lembrança que passa diante aos olhos provoca sensação de gotas de chuva, e faz com que minha mente se isole do deserto à minha volta.Tudo passa muito rápido.
A jornada não leva a lugar algum,e meu corpo interpreta essa busca infrutífera com desânimo, dando sinais de clara desistência.Encontro um escombro do que já foi um prédio e me refugio em sua sombra.
Fome,nostalgia e mais um pouco de esperança que ficando podre junto com os resto da antiga civilização,e podre também fica o coração.É triste sentir quando nele há apenas sangue.
A noite no deserto é gélida,então caminho para não o calor me manter de pé. A lua e as estrelas me surpreendem, pois nunca as vi em meio a tantas explosões, além do medo de não olhar somente para frente.
O sol retorna para marcar minhas vagações e iniciar outro dia.
"A artilharia defensiva estava posicionada e pronta para derrubar qualquer coisa viva ali perto,mas ainda sim os soldados tremiam de tanto medo, e em seus olhos estavam divididos entre o horror e o dever para com a carnificina sem sentido, que vinha marchando do horizonte..."
Encontrei próximo às ruínas de um veículo alguma coisa que pudesse ser comestível, e adiei meu sofrimento fatal, não importando por quanto tempo,pois este já havia sido consumido junto com a guerra...
...Ou talvez tenha me engando, pois o tempo me rastreara nesse inóspito mar de areia e infectava meu ego com a necessidade.
Quanto mais a mente aprendia com o vazio, mais o corpo padecia com a insistente fome e as trocas bruscas de temperatura.
Em um ponto adiante fui alcançado por uma tempestade de neve, por acaso podendo encontrar um sobretudo em um corpo ex-humano que estava estirado ao chão.
Os ventos fortes e o medo do que estava á frente me empurravam de volta à parte quente, mas não havia volta ao tempo gasto atrás.
Chegada em uma montanha coberta de neve, e à frente estava uma magnifica aurora boreal que fazia mais que dançar sobre minha cabeça, ela se comunicava em silêncio com minha mente e começara a remover toda a angústia,medo,dor,fome,ansiedade que eu havia passado no caminho atrás, e como em um pedido terno, removeu minha vida junto."
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Vazio Adormecido.
"Sucessivas colheitas, rostos rosados e suados de tanto trabalho no campo.
Verde infinito,cresce do chão, das árvores, e dos bancos.
Farturas acentuadas e celebração ,cheia de vinho, à felicidade.
A esperança foi usada como apoio ao pé desigual da mesa.
A fé em tempos melhores foi alcançada, brindes ao êxtase insaciável
Da boa vida.
Mais um dia nublado,mais um dia de trabalho.
O tolo do tempo que fale à toa, a alegria está impecável.
A terceira safra consecutiva está pronta.
Aonde Deus se esconde ?
Ele podia ver o homem sendo feliz.
Fim do dia, carros cheios e hora de apreciar o trabalho feito.
A terra começa a tremer e o chão se abre.
O inferno está a caminho.
Uma imensa cobra se ergue do chão,
De forma tão dramática quanto
Apocalíptica.
Sua locomoção destrói as plantações e a coisa constringe a casa do fazendeiro
Como se fosse a presa de uma cobra normal.
"Dá-me o que comer", disse a besta.
O fazendeiro não sabia o que ela comia e se dirigiu humilde a perguntar.
Em resposta, a cobra enfiou a cabeça dentro da casa e engoliu uma de suas três filhas.
O homem ficou chocado,mas manteve-se calmo.
A cobra despejou seus dejetos, que logo o fazendeiro reconheceu como puríssimo adubo.
Cada dia o homem assassinava um de seus semelhantes e levava a oferenda à cobra,
Buscando poupar sua família,
Mas principalmente obter o poderosíssimo fertilizante
Que lhe fazia lucrar mais que os outros fazendeiros.
Um dia acabaram-se as pessoas a quem matar.
Então o fazendeiro ofereceu sua mulher.
E se lamentou.
Depois ofereceu sua duas filhas,
Mas estava insano e voraz por dinheiro
E não se lamentou.
Chegou o dia em que havia apenas ele e a cobra.
Se não poderia mais obter dinheiro
Preferiu se entregar.
A cobra ergueu a parte superior de seu corpo,
Como num bote fatal.
Desprendeu-se da casa e foi embora,
Deixando o fazendeiro confuso e desolado.
Quando olhou para a última pilha de dejetos
Viu encrustada a cabeça de sua última filha."
Verde infinito,cresce do chão, das árvores, e dos bancos.
Farturas acentuadas e celebração ,cheia de vinho, à felicidade.
A esperança foi usada como apoio ao pé desigual da mesa.
A fé em tempos melhores foi alcançada, brindes ao êxtase insaciável
Da boa vida.
Mais um dia nublado,mais um dia de trabalho.
O tolo do tempo que fale à toa, a alegria está impecável.
A terceira safra consecutiva está pronta.
Aonde Deus se esconde ?
Ele podia ver o homem sendo feliz.
Fim do dia, carros cheios e hora de apreciar o trabalho feito.
A terra começa a tremer e o chão se abre.
O inferno está a caminho.
Uma imensa cobra se ergue do chão,
De forma tão dramática quanto
Apocalíptica.
Sua locomoção destrói as plantações e a coisa constringe a casa do fazendeiro
Como se fosse a presa de uma cobra normal.
"Dá-me o que comer", disse a besta.
O fazendeiro não sabia o que ela comia e se dirigiu humilde a perguntar.
Em resposta, a cobra enfiou a cabeça dentro da casa e engoliu uma de suas três filhas.
O homem ficou chocado,mas manteve-se calmo.
A cobra despejou seus dejetos, que logo o fazendeiro reconheceu como puríssimo adubo.
Cada dia o homem assassinava um de seus semelhantes e levava a oferenda à cobra,
Buscando poupar sua família,
Mas principalmente obter o poderosíssimo fertilizante
Que lhe fazia lucrar mais que os outros fazendeiros.
Um dia acabaram-se as pessoas a quem matar.
Então o fazendeiro ofereceu sua mulher.
E se lamentou.
Depois ofereceu sua duas filhas,
Mas estava insano e voraz por dinheiro
E não se lamentou.
Chegou o dia em que havia apenas ele e a cobra.
Se não poderia mais obter dinheiro
Preferiu se entregar.
A cobra ergueu a parte superior de seu corpo,
Como num bote fatal.
Desprendeu-se da casa e foi embora,
Deixando o fazendeiro confuso e desolado.
Quando olhou para a última pilha de dejetos
Viu encrustada a cabeça de sua última filha."
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
La Jornada Del Muerto.
" Domingo seria dia de oração devota na igreja, se ela não estivesse habitada por espíritos que caminham sem os pés.Não é somente a igreja; todas nossas ruas, praças, prédios viraram rota do caminho dos mortos.
São a energia dos que já foram vivos, e com seus crânios firmes como sua identificação.
Uma pessoa desorientada caminha apavorada pelas ruas aparentemente vazias, e sente que não está só, e em grupo aparecem los muertos para fazer seu trabalho perturbador. Se conectam à vítima com cordões esfumaçados que saem de qualquer parte do corpo intangível e transpassam os órgãos, sugando toda a vitalidade.Uns oito ou nove de uma vez,como tubarões ao sentir algo na água; drenam a vítima e depois removem seu crânio puro e limpo.Uma energia negra se levanta do recipiente caído e o crânio é cuidadosamente encaixado no topo do corpo que se formava. Está pronto mais um muerto, pronto para desalmar qualquer um que já foi seu semelhante.
E o corpo ? O corpo se putrefaz mais rápido do que o habitual, e o cheiro atrai los cazadores. São seres bípedes tremem incontrolavelmente e não cerram a mandíbula, além de ter olhares fixos e desesperados.Engolem os corpos de um só fôlego e voracidade tamanha que faz o ácido de sua boca escorrer e fazer furos no chão.Viram-se e vão embora. Finalmente posso respirar.
Vejo cenas como esta todos os longos dias de minha janela.Aliás,da fresta que existe nela. Minha casa é um verdadeiro refúgio,cheio de mantimentos ,e especialmente escura e fria.Se los muertos procuram energia, não vão encontrar aqui.
Saio pela cidade durante à noite, ao que percebi que as criaturas não são hostis nesse período,a não ser que sejam tocadas, nem encaradas.Tolo quem o fizer qualquer hora do dia.
Sol da manhã.Só o descobri pela fresta que abri no telhado, iluminando uma área pequena e isolada da casa.Acendo poucas velas e faço algo para comer.Me sento e espero.Algumas vezes leio um livro que encontrei ou organizo a casa.Solidão ataca e se mistura com gritos de dor desespero que vêm da rua, e logo depois os gemidos e ruídos das bestas famigeradas fazendo suas refeições de pessoas.
Tédio após tédio,as sensações vão se diluindo em doses suaves de loucura desordem.Gritos de mortes, espíritos que observam e carne sendo derretida.Então lembrei de uma data que eu devia comemorar pelo meu sucumbido povo : O Dia dos Mortos.
Decorei a casa com velas a mais, espalhei caveiras e abóboras por toda a casa e toquei algumas músicas na guitarra.
Choro agoniado e medo que infectava rápido meu corpo. Solidão começara a mastigar minha pobre existência.Então a coragem corrompeu a loucura.Tomo a faca mais próxima, abro devagar a porta da casa e espero.Não há sinal,pois está de noite, mas encontro um muerto vagando próximo,e sem pestanejar o crânio oco se vira em minha direção e flutua devagar.
Suor banha minha cama, e estou pálido e com excessivo frio.Vi os olhos que carregam o apocalipse, vítima pós vítima.Vejo seus rostos implorando ajuda.Olhos vazios, mas cheios.
Minha coragem falhou drasticamente assim como meus instintos.
Casa cercada de criaturas abomináveis, descobriram meu refúgio.Hora de partir na jornada da morte, ou será que eu fui o único morto e enterrado nesta cidade ? Viver com medo não vem do instinto de sobrevivência.
As paredes começam a ceder, quando vejo algo vindo diretamente do céu.
Círculo da morte é sua própria jornada."
São a energia dos que já foram vivos, e com seus crânios firmes como sua identificação.
Uma pessoa desorientada caminha apavorada pelas ruas aparentemente vazias, e sente que não está só, e em grupo aparecem los muertos para fazer seu trabalho perturbador. Se conectam à vítima com cordões esfumaçados que saem de qualquer parte do corpo intangível e transpassam os órgãos, sugando toda a vitalidade.Uns oito ou nove de uma vez,como tubarões ao sentir algo na água; drenam a vítima e depois removem seu crânio puro e limpo.Uma energia negra se levanta do recipiente caído e o crânio é cuidadosamente encaixado no topo do corpo que se formava. Está pronto mais um muerto, pronto para desalmar qualquer um que já foi seu semelhante.
E o corpo ? O corpo se putrefaz mais rápido do que o habitual, e o cheiro atrai los cazadores. São seres bípedes tremem incontrolavelmente e não cerram a mandíbula, além de ter olhares fixos e desesperados.Engolem os corpos de um só fôlego e voracidade tamanha que faz o ácido de sua boca escorrer e fazer furos no chão.Viram-se e vão embora. Finalmente posso respirar.
Vejo cenas como esta todos os longos dias de minha janela.Aliás,da fresta que existe nela. Minha casa é um verdadeiro refúgio,cheio de mantimentos ,e especialmente escura e fria.Se los muertos procuram energia, não vão encontrar aqui.
Saio pela cidade durante à noite, ao que percebi que as criaturas não são hostis nesse período,a não ser que sejam tocadas, nem encaradas.Tolo quem o fizer qualquer hora do dia.
Sol da manhã.Só o descobri pela fresta que abri no telhado, iluminando uma área pequena e isolada da casa.Acendo poucas velas e faço algo para comer.Me sento e espero.Algumas vezes leio um livro que encontrei ou organizo a casa.Solidão ataca e se mistura com gritos de dor desespero que vêm da rua, e logo depois os gemidos e ruídos das bestas famigeradas fazendo suas refeições de pessoas.
Tédio após tédio,as sensações vão se diluindo em doses suaves de loucura desordem.Gritos de mortes, espíritos que observam e carne sendo derretida.Então lembrei de uma data que eu devia comemorar pelo meu sucumbido povo : O Dia dos Mortos.
Decorei a casa com velas a mais, espalhei caveiras e abóboras por toda a casa e toquei algumas músicas na guitarra.
Choro agoniado e medo que infectava rápido meu corpo. Solidão começara a mastigar minha pobre existência.Então a coragem corrompeu a loucura.Tomo a faca mais próxima, abro devagar a porta da casa e espero.Não há sinal,pois está de noite, mas encontro um muerto vagando próximo,e sem pestanejar o crânio oco se vira em minha direção e flutua devagar.
Suor banha minha cama, e estou pálido e com excessivo frio.Vi os olhos que carregam o apocalipse, vítima pós vítima.Vejo seus rostos implorando ajuda.Olhos vazios, mas cheios.
Minha coragem falhou drasticamente assim como meus instintos.
Casa cercada de criaturas abomináveis, descobriram meu refúgio.Hora de partir na jornada da morte, ou será que eu fui o único morto e enterrado nesta cidade ? Viver com medo não vem do instinto de sobrevivência.
As paredes começam a ceder, quando vejo algo vindo diretamente do céu.
Círculo da morte é sua própria jornada."
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