"Há sangue por toda minha mesa.
Não sangue de vingança nem de morte fétida,
Só o sangue do meu coração,
Que uso como tinta
Para contar-lhe meus anseios
De um continente através do seu.
Hão facas de prata na minha mesa.
Não as que uso para apunhalar mercadores do norte,
Só as que gasto em devaneios
Escrevendo seu nome em minha mobília.
Há neve no mundo lá fora
E o fogo da lareira conversa com meu corpo,
Aquecendo.
E com meu espírito,
Acalmando.
A nevasca acalma e lucida o espírito,
Assim como incendeia a pressa.
Pressa que dizem ser inimiga da perfeição,
Faz-me buscar o que não possui falha alguma.
Sou perfeccionista por amar-te.
O dia recomeça coberto de branco na paisagem.
Mais um sol que vem ser paciente ao descongelar do horizonte,
Às vozes que cantam sua ascensão diária,
Aos túmulos que jazem as memórias dos caídos.
A todos lamento.
Abraço minha espada e retomo a caminhada,
Rumo à direção que sua marca me orientar."
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Diário Do Solitário.
"Acordar .Desafogar dos pesadelos constantes.
Sol vazio e cheio de energia vazia ilumina todo o meu dia, mas o passo nas sombra e na penumbra,caçando minha sobrevivência crepitante.
Como coisas mortas para sugar a suas vidas e aliviar minha gula bestificada. Bestificada e selvagem pela vida solitária que amargo.
Floresta para a esquerda, deserto para a direita, e mar bem a minha frente. Mar que me libertaria, porém só me aprisiona em cárcere diferente.O mar esconde segredos.
Nada a fazer, e como um garoto, pulo em lago raso que faz-se ouvir o ecoar do barulho de mergulho.Várias e várias vezes o mesmo barulho.Ninguém capta.Não há ninguém em lugar algum.
A noite beija o horizonte e os invejo pelo crepúsculo erguido da demonstração de amor.
Trancafiado pela vontade de ter liberdade, então ergo uma moradia pomposa. Bibliotecas enormes,com livros em branco,e outros com diários ocos dos meus dias vazios.Falta algo que ainda não tive,se ao menos sei o que é possuir.
Não durmo no limiar da noite, mas não pelos gritos e grasnidos de demônios que vivem a circular a casa, objetivos em matar; não durmo realmente pelos demônios que sussurram à esquerda do meu peito e são objetivos em dominar.Eles estão em todo lugar,protegendo um segredo.
Dormir. Desafogar dos pesadelos ligeiros.
Neve. Fria e branca que desliza suavemente pelo meu rosto, e me proporciona a noção em cor do meu objeto de ausência. Saudades é grafia do meu desespero,que jamais se valeu de algo para guardar eternamente para si. E guardaria somente na memória.Teria o meu segredo, no qual o mundo inteiro seria alheio e sentiria a mesma inveja que sinto dele pelos seus segredos infinitos.
A sobrevivência só é interrompida pela falta de vontade de viver ou pela morte.E sendo assim, lutei com valentia,até quando os chacais do deserto me emboscam e não hesitam em me devorar.
Morrer. Dar inícios e fim aos verdadeiros pesadelos."
Sol vazio e cheio de energia vazia ilumina todo o meu dia, mas o passo nas sombra e na penumbra,caçando minha sobrevivência crepitante.
Como coisas mortas para sugar a suas vidas e aliviar minha gula bestificada. Bestificada e selvagem pela vida solitária que amargo.
Floresta para a esquerda, deserto para a direita, e mar bem a minha frente. Mar que me libertaria, porém só me aprisiona em cárcere diferente.O mar esconde segredos.
Nada a fazer, e como um garoto, pulo em lago raso que faz-se ouvir o ecoar do barulho de mergulho.Várias e várias vezes o mesmo barulho.Ninguém capta.Não há ninguém em lugar algum.
A noite beija o horizonte e os invejo pelo crepúsculo erguido da demonstração de amor.
Trancafiado pela vontade de ter liberdade, então ergo uma moradia pomposa. Bibliotecas enormes,com livros em branco,e outros com diários ocos dos meus dias vazios.Falta algo que ainda não tive,se ao menos sei o que é possuir.
Não durmo no limiar da noite, mas não pelos gritos e grasnidos de demônios que vivem a circular a casa, objetivos em matar; não durmo realmente pelos demônios que sussurram à esquerda do meu peito e são objetivos em dominar.Eles estão em todo lugar,protegendo um segredo.
Dormir. Desafogar dos pesadelos ligeiros.
Neve. Fria e branca que desliza suavemente pelo meu rosto, e me proporciona a noção em cor do meu objeto de ausência. Saudades é grafia do meu desespero,que jamais se valeu de algo para guardar eternamente para si. E guardaria somente na memória.Teria o meu segredo, no qual o mundo inteiro seria alheio e sentiria a mesma inveja que sinto dele pelos seus segredos infinitos.
A sobrevivência só é interrompida pela falta de vontade de viver ou pela morte.E sendo assim, lutei com valentia,até quando os chacais do deserto me emboscam e não hesitam em me devorar.
Morrer. Dar inícios e fim aos verdadeiros pesadelos."
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Notas da noite.
"Devaneios um pouco sem fôlego,mas fortes e concisos como devem ser o devaneios, principalmente esse que aspiram ao fim do caminho.Não quer dizer término nem começo novo, na verdade não quer dizer nada.
Tudo porque a natureza sempre foi egoísta e não revela seus planos nem métodos para os verdadeiros curioso, que se aproveitam dela como símbolo de redenção por ser tão curioso e fraco.Com palavras silenciosas e gestos cifrados dançam ao embalar da noite de ventos que vem da montanha e carregam sussurros e juras que parecem ter-se desperdiçado ao momento, mas só é sentido com o sangue e com o tempo, ambos correndo quentes nas veias e nos caminhos da vida.
Vaz encontrar-te perdido fora destes muros e essa floresta densa, mas que se torne interessante viver um dia após ao outro pelo gosto de lutar contra tudo e para todos."
"Devaneios um pouco sem fôlego,mas fortes e concisos como devem ser o devaneios, principalmente esse que aspiram ao fim do caminho.Não quer dizer término nem começo novo, na verdade não quer dizer nada.
Tudo porque a natureza sempre foi egoísta e não revela seus planos nem métodos para os verdadeiros curioso, que se aproveitam dela como símbolo de redenção por ser tão curioso e fraco.Com palavras silenciosas e gestos cifrados dançam ao embalar da noite de ventos que vem da montanha e carregam sussurros e juras que parecem ter-se desperdiçado ao momento, mas só é sentido com o sangue e com o tempo, ambos correndo quentes nas veias e nos caminhos da vida.
Vaz encontrar-te perdido fora destes muros e essa floresta densa, mas que se torne interessante viver um dia após ao outro pelo gosto de lutar contra tudo e para todos."
sábado, 23 de novembro de 2013
Círculo da Luxúria.
Luxúria.
Foi tudo que Rei Minós disse após ter cheirado-me ao modo de um cão caçando sua presa frágil.Suas mãos com sangue seco misto ao novo que cai junto com enxofre todos os dias do Limbo.Assim começa uma vida no inferno.
Violência, ganância, gula, ira são exemplos diversos de sentenças que o demônio bizarro profere às almas frescas.
Luxúria é aonde fui condenado a passar toda a longa eternidade. Merecido local, ao ver-se que me aqueci a vida toda com mais leitos de mulheres do que com o próprio fogo.Tive minha esposa para amar e me derramar em seus olhos por toda a vida, mas foram os meus olhos que turvaram a pureza da minha alma em carna vida e prazerosa.
Me emana da garganta o quinto canto em ciclos.Não há fogo,só tortura de corpos frios se misturando a clamores falsos e lamentos separados nos cantos, em que o cinza e o escarlate cobrem a paisagem semi iluminada e pintada a pinceladas ensandecidas de almas desesperadas e solitárias. Castigo justo para os que desrespeitaram a ciência natural da beleza e se lambuzaram desenfreadamente do pecado.
Um fio tênue separa uma sensação de suavidade da pele da mulher que insiste em te fatiar com os olhos, a uma mulher que vai te fatiar com sua carne.Uma escolha não simples tampouco lógica muda o faro do cão Minós e te torna o imperdoável,porém punível.
Escolha um círculo no inferno, e apodreça nele.
Espero que me verdadeiro amor me perdoe.
Foi tudo que Rei Minós disse após ter cheirado-me ao modo de um cão caçando sua presa frágil.Suas mãos com sangue seco misto ao novo que cai junto com enxofre todos os dias do Limbo.Assim começa uma vida no inferno.
Violência, ganância, gula, ira são exemplos diversos de sentenças que o demônio bizarro profere às almas frescas.
Luxúria é aonde fui condenado a passar toda a longa eternidade. Merecido local, ao ver-se que me aqueci a vida toda com mais leitos de mulheres do que com o próprio fogo.Tive minha esposa para amar e me derramar em seus olhos por toda a vida, mas foram os meus olhos que turvaram a pureza da minha alma em carna vida e prazerosa.
Me emana da garganta o quinto canto em ciclos.Não há fogo,só tortura de corpos frios se misturando a clamores falsos e lamentos separados nos cantos, em que o cinza e o escarlate cobrem a paisagem semi iluminada e pintada a pinceladas ensandecidas de almas desesperadas e solitárias. Castigo justo para os que desrespeitaram a ciência natural da beleza e se lambuzaram desenfreadamente do pecado.
Um fio tênue separa uma sensação de suavidade da pele da mulher que insiste em te fatiar com os olhos, a uma mulher que vai te fatiar com sua carne.Uma escolha não simples tampouco lógica muda o faro do cão Minós e te torna o imperdoável,porém punível.
Escolha um círculo no inferno, e apodreça nele.
Espero que me verdadeiro amor me perdoe.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Parasitas.
"Correndo,bem mais depressa do que se deseja.O mundo corre assim. Ganância não é um via de expressão do desejo nem uma libido que se corresponde com a matéria morta. Não basta ter, o necessário é sofrer para ter o que torna tudo mais saboroso.
Olhos que falam muito se cegam e se fecham com uma facada. Na lâmina está a impessoalidade e a mão do cabo é o extremo de quem ama sem pudor de perfurar os rins de seu Amor.
O Amor já está quase decomposto e com sinais de estupros recentes.Ele se levanta,desmontado e corrompe o ar com pragas sem rumo,mas faz uma acertar, e é cantada na língua que só a Vingança conhece e sabe ouvir.Vingança tem boa memória aliás.
Mesmo sem forças ainda me arrasto de encontro a meus vícios e ons enfrento como quero ser livre para enfrentar o mundo.E então sinto o verme parasita mais voraz, a luxúria.Ela me consome e me faz consumir ao que transcede a meu corpo,de maneira específica e desregulada.Me ensandece e aguça meus sentidos em torno do meu objetivo carnal.As rédeas do controle estão na mão de uma natureza que briga com o destino pela posse dos seres que sentem,são esses que realmente veem o mundo e modelam à sua maneira.
Modelaria eu como deveria,mas os parasitam me drenam o sangue."
Olhos que falam muito se cegam e se fecham com uma facada. Na lâmina está a impessoalidade e a mão do cabo é o extremo de quem ama sem pudor de perfurar os rins de seu Amor.
O Amor já está quase decomposto e com sinais de estupros recentes.Ele se levanta,desmontado e corrompe o ar com pragas sem rumo,mas faz uma acertar, e é cantada na língua que só a Vingança conhece e sabe ouvir.Vingança tem boa memória aliás.
Mesmo sem forças ainda me arrasto de encontro a meus vícios e ons enfrento como quero ser livre para enfrentar o mundo.E então sinto o verme parasita mais voraz, a luxúria.Ela me consome e me faz consumir ao que transcede a meu corpo,de maneira específica e desregulada.Me ensandece e aguça meus sentidos em torno do meu objetivo carnal.As rédeas do controle estão na mão de uma natureza que briga com o destino pela posse dos seres que sentem,são esses que realmente veem o mundo e modelam à sua maneira.
Modelaria eu como deveria,mas os parasitam me drenam o sangue."
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Noite de Halloween.
"Qualquer lugar, quaisquer pessoa e uma teimosia. Elementos indispensáveis para se rechear uma noite de Halloween. Porém existem algumas brechas que fogem à regra e são antes de arrepiantes,perturbadoras."
Pedir doces era comum em uma cidadezinha americana qualquer, e as tradições eram aquecidas com carinho e dedicação por ali.As crianças se vestiam de monstros e os adultos davam os doces com sorriso enorme quase encaixado no rosto.Tudo extremamente normal.
Uma fatídica noite dessas e um garoto teve sua cabeça decepada sem o menor escrúpulo e jogada no meio da rua, naturalmente.A cabeça ainda estava com o capacete de abóbora e o sangue tingiu a rua e acentuou a cor da fantasia. Ao mesmo tempo podia ver-se uma mulher sendo queimada com gritos longos e dor insuportável só de ser assistida, e três mascarados supervisionavam a cena como se fosse um trabalho rotineiro. Um homem murmurava códigos estranhos em uma língua profana só de ser lançada ao ar livre.O barulho podia ser ouvido se chegasse perto de seu porão,e poderia ver-se pessoas se enforcarem nas árvores atrás da casa.
Sem tomar conhecimento de um futuro destino, um viajante passava por ali ao ver alguns sinais de festejo e decidiu aventurar-se na cidadezinha.Luzes altas e alguns sorrisos alcançaram sua visão e reconfortaram sua cabeça de sua longa viagem,que vai acabar aqui.
Andou pedindo educadamente algumas informações,mas fora ignorado veemente por qualquer um.Depois de um tempo sentia algo estranho por ali.Talvez fossem os mascarados que pareciam segui-lo desde que entrou la.Tentou despista-los e ir embora,e quando conseguiu,não encontrava a rua que dava acesso à saída da cidade.Ela parecia maior do que era na entrada.As luzes começaram a ser apagadas rapidamente e já não via-se mais crianças na rua.Uma sirene, simbólica e que fez o viajante suar e ter o coração disparado.Manteve-se calmo mas a sirene era ensurdecedora e não o permitia organizar as ideias.Começou a andar sem rumo e quis chegar a qualquer lugar que não fosse ali.
Quando estava caminhando,olhava para todos os lados,pois haviam passos impressos em som e vultos leves.O suor começava a ficar mais intenso.
Homens de preto a com máscaras,centenas deles apareciam de não se sabe aonde e paravam no momento em que miravam o viajante. Paravam e encaravam.Começaram a cantar música desordenada em língua estranha em fileiras que permitiam a passagem dele.Olhou um sujeito a ser esfaqueado a multidão se abriu para que visse o cadáver.Era ele.
Virou-se para fugir,mas lá estava um homem com cabeça de bode que disse uma frase confusa que só pode ser ouvido um "voltar".
Acordou do pesadelo em sua cama,e ficou satisfeito.Olhou para o relógio digital e viu um medalhão com um bode.Viu na extensão do quarto um homem mascarado o observando.Caminhou até a janela e atirou-se,iniciando o dia de Halloween."
Pedir doces era comum em uma cidadezinha americana qualquer, e as tradições eram aquecidas com carinho e dedicação por ali.As crianças se vestiam de monstros e os adultos davam os doces com sorriso enorme quase encaixado no rosto.Tudo extremamente normal.
Uma fatídica noite dessas e um garoto teve sua cabeça decepada sem o menor escrúpulo e jogada no meio da rua, naturalmente.A cabeça ainda estava com o capacete de abóbora e o sangue tingiu a rua e acentuou a cor da fantasia. Ao mesmo tempo podia ver-se uma mulher sendo queimada com gritos longos e dor insuportável só de ser assistida, e três mascarados supervisionavam a cena como se fosse um trabalho rotineiro. Um homem murmurava códigos estranhos em uma língua profana só de ser lançada ao ar livre.O barulho podia ser ouvido se chegasse perto de seu porão,e poderia ver-se pessoas se enforcarem nas árvores atrás da casa.
Sem tomar conhecimento de um futuro destino, um viajante passava por ali ao ver alguns sinais de festejo e decidiu aventurar-se na cidadezinha.Luzes altas e alguns sorrisos alcançaram sua visão e reconfortaram sua cabeça de sua longa viagem,que vai acabar aqui.
Andou pedindo educadamente algumas informações,mas fora ignorado veemente por qualquer um.Depois de um tempo sentia algo estranho por ali.Talvez fossem os mascarados que pareciam segui-lo desde que entrou la.Tentou despista-los e ir embora,e quando conseguiu,não encontrava a rua que dava acesso à saída da cidade.Ela parecia maior do que era na entrada.As luzes começaram a ser apagadas rapidamente e já não via-se mais crianças na rua.Uma sirene, simbólica e que fez o viajante suar e ter o coração disparado.Manteve-se calmo mas a sirene era ensurdecedora e não o permitia organizar as ideias.Começou a andar sem rumo e quis chegar a qualquer lugar que não fosse ali.
Quando estava caminhando,olhava para todos os lados,pois haviam passos impressos em som e vultos leves.O suor começava a ficar mais intenso.
Homens de preto a com máscaras,centenas deles apareciam de não se sabe aonde e paravam no momento em que miravam o viajante. Paravam e encaravam.Começaram a cantar música desordenada em língua estranha em fileiras que permitiam a passagem dele.Olhou um sujeito a ser esfaqueado a multidão se abriu para que visse o cadáver.Era ele.
Virou-se para fugir,mas lá estava um homem com cabeça de bode que disse uma frase confusa que só pode ser ouvido um "voltar".
Acordou do pesadelo em sua cama,e ficou satisfeito.Olhou para o relógio digital e viu um medalhão com um bode.Viu na extensão do quarto um homem mascarado o observando.Caminhou até a janela e atirou-se,iniciando o dia de Halloween."
sábado, 28 de setembro de 2013
Voltando Para Casa.
"Os pequenos intervalos das sinapses nervosas que carregam amargura e tristeza se estenderam à minha volta.Tocar o infinito com a ponta refinada do dedo arremata a ganância volúpia de garras e chifres que rosna em língua morta.
Senti tudo nas extensões da minha pele.
E agora volto para casa.
A fachada continua corroída com ação do tempo,e que maravilhoso: Ainda ouço o coro dos mortos.
Gemido de anos de ruína e confinamento do lado de dentro do desespero.
Salão vazio e regido por poeira.
E a pior parte vem agora, enquanto me apoio no canto de uma escada quebrada e torta e chicoteio minha dissipada felicidade usando memórias e saudades.
Hão espíritos a vagar em meus cômodos e sussurrar meus pecados e tormentas íntimas em tons baixos e vozes roucas.
Deitado a horas e cada vez mais afundado em breu de pensamentos e devaneios tangíveis, acendo velas para não ser engolido pelas trevas da manhã.
Perdido em frustrações e apunhalando a esperança, me viro à janela e sinto o calor que salvará minha alma.
É o seu rosto angelical."
Senti tudo nas extensões da minha pele.
E agora volto para casa.
A fachada continua corroída com ação do tempo,e que maravilhoso: Ainda ouço o coro dos mortos.
Gemido de anos de ruína e confinamento do lado de dentro do desespero.
Salão vazio e regido por poeira.
E a pior parte vem agora, enquanto me apoio no canto de uma escada quebrada e torta e chicoteio minha dissipada felicidade usando memórias e saudades.
Hão espíritos a vagar em meus cômodos e sussurrar meus pecados e tormentas íntimas em tons baixos e vozes roucas.
Deitado a horas e cada vez mais afundado em breu de pensamentos e devaneios tangíveis, acendo velas para não ser engolido pelas trevas da manhã.
Perdido em frustrações e apunhalando a esperança, me viro à janela e sinto o calor que salvará minha alma.
É o seu rosto angelical."
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